A Diferença entre ouvir e escutar, você escuta seus filhos?

09.09.2015

Ouvir é a mesma coisa que escutar? Existe diferença entre entender e compreender? Veja esta importante comparação sobre o uso dessas palavras.

Ouvir e Escutar

- Filho você não me ouviu direito? – Ouvi sim, eu só não escutei o que a senhora disse.

Pode parecer engraçado, mas há uma grande diferença entre os dois verbos. Como pode alguém ouvir e não escutar?

“Ouvir refere-se aos sentidos da audição. A pessoa ouve apenas, mas pode ou não interpretar a comunicação.

Escutar requer mais que ouvir, ou seja, a pessoa tem que prestar atenção ao assunto, entender do que se trata, perceber o que foi dito, sentir as palavras, memorizar o assunto, opinar, levar em consideração e agir ou não em conformidade.”

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Amadurecer,  ter filhos e formar uma família tradicional ou não, costuma fazer parte dos projetos de vida da maioria das pessoas. Junto à realização desses sonhos vem as responsabilidades, preocupações, falta de tempo para si e para o companheiro e, consequentemente o estresse diário.

Em meio a tantas cobranças internas e externas, e após um dia exaustivo, quando chegamos em casa,  queremos encontrar com a família e relaxar um pouco. Certo? Na vida real, nem sempre é tão simples assim!

Principalmente quando se tem criança pequena, pois é quando elas querem contar as suas experiências e exigem total atenção dos pais. É nesse momento que muitas vezes precisamos desligar das preocupações pendentes do dia e desistir daquele banho, ou de assistir aquele seriado preferido, daquele livro que você prometeu que ia começar a ler para entrar no “mundo dos pequenos”.

Esse pode ser, para muitos, um processo difícil. Requer paciência, autocontrole, vontade e muito cuidado. E você? Como age quando o seu filho quer te contar, ou quando te chama para brincar? Será que você dá a atenção que gostaria?

A linguagem corporal é uma forma de comunicação muito importante e, por várias vezes, fala mais que muitas palavras. Um exemplo muito claro disso é quando os pais se preparam para conversar com o filho, mas o seu olhar não sai da frente do celular checando os inúmeros grupos de “Whatsapp”, as novidades nas redes sociais, da TV, ele ouvem , mas não escutam.

E não adianta tentarmos nos “enganar” dizendo que sempre é trabalho. Essa rede é viciante mesmo, meu filho por vezes escondeu meu celular. Por isso tenho me policiado, para os momentos que estou com ele, não usar o celular, exceto em momentos de real necessidade. É fácil? Nãooooooooo.

Qual a mensagem que esses pais estão passando, sem perceberem, ao agirem dessa forma?

Se permita parar, ouvir e escutar. Porque se vocês criaram uma rotina juntos, provavelmente seu filho irá dormir cedo e você terá o resto da noite para checar e-mails e assistir seus programas favoritos.

O afeto vai muito além dos cuidados de higiene e alimentação, que também são importantes, claro! É algo bem maior que exige atenção, cuidado, disponibilidade e dedicação.

Prestar atenção realmente no que é dito, conversar, trocar experiências e aconselhar seus filhos. Esses gestos, teoricamente pequenos e simples fazem muita diferença na formação da personalidade e na autoestima dos pequenos.

O diálogo entre pais e filhos possibilita que as crianças aprendam a se expressar, a reconhecerem seus sentimentos e a lidarem com as frustrações e dificuldades que venham surgir pela frente ao longo da vida.

Um erro comum  é pensarmos: ah: ela é só uma criança! Ainda não entende.

Assistindo recentemente a um Programa de TV no GNT com a atriz Fernanda Rodrigues , o quadro Fazendo a Sua Festa uma questão me chamou a atenção, é que ela e sua equipe antes de prepararem a festa de aniversário, entrevistavam os “aniversariantes” sozinhos e de forma muito simples, eles falavam abertamente desde sabor do bolo, ate as brincadeiras que queriam.

Aquilo me deu um “estalo”, porque muitas vezes projetamos em nossos filhos as nossas expectativas e não perguntamos “o que eles querem”. Não estou me referindo a presente caros, ou a grifes”, e sim a brincadeiras. Permitam que eles participem do processo de decisão, escolhas compartilhadas fazem  uma festa muito mais divertida, porque tem a assinatura do “dono”.

Esse ano por exemplo, meu filhote pediu que ao final da festa fossem oferecidos sorvetes, e eu com aquela mania corporativa “sorvete X”, ele “não mãe”, “gelinho uma surpresa, aquele colorido…” Vocês não imaginam a farra que foi adultos e crianças se divertindo com gelinhos em punho.

Finalizo esse post com a mensagem deste vídeo: “você está me ensinado a viver, mesmo que não saiba!”.

Bjs

 

 

 

 

Comentários

  1. 29 ago2016

    Assim como ouvir e escutar sao palavras parecidas, mas com um sentido diferente e mais amplo, entender e compreender tambem sao. Embora nos dicionarios as palavras sejam sinonimas, elas apresentam diferencas cruciais e importantes.

    Responder

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