Homenagem as mães: conciliar carreira com a maternidade

31.05.2016

Pessoal, na véspera do dias das Mães fui convidada pelo grande amigo Paulo Moreno www.rhpaulomoreno.com.br para dar um depoimento entre tantas outras mulheres que vivem essa realidade e é obvio, que me senti honrada e feliz por poder compartilhar.

Minha vida anda meio atrapalhada nestes últimos meses, mas ainda estamos em Maio, então não dizem que Dia das Mães é todo Dia? Então, este #latepost, é uma homenagem a minha mãe Maria Ines um mulher “braba”, guerreira demais e todas minhas amigas e inspiradoras. Bjs

 Feliz Dia das Mães as de fato e as de Direito

Desde criança nunca tive a ideia romântica do casamento, ao contrário, dizia que nunca ia casar e que ia ter 5 filhos…”

O destino mostrou que eu não era dona dos meus sentimentos e acabei casando de véu, grinalda, festona, lembrancinhas e o sonho da maternidade foi sendo adiado em paralelo ao desenvolvimento profissional.

Nunca ninguém me disse que isso afetaria a minha carreira, mas eu sempre achei que sim, e demorei 8 anos para ter coragem de engravidar.

E sabe qual era a minha maior preocupação antes de ficar grávida? Não saber escolher roupas. … quanta inocência.

Durante a gravidez fui tomada por um pavor, um medo de que tudo corresse bem e de fato correu.

Não tive enjoos ou vontades malucas ( confesso que me arrependo,rs) e trabalhei até a véspera do parto.

A volta ao trabalho foi um conflito de sentimentos, ao mesmo tempo que eu queria voltar, pois amo o que faço é me sinto mais feliz e completa com isso, sentia culpa por deixar aquele bebê tão pequeno aos cuidados de outra pessoa.

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Não foi fácil, não recebi retaliação na empresa, pelo contrário, consegui toda minha carteira de clientes de volta e consequentemente a rotina de trabalho (natural decorrente das minhas escolhas profissionais), mas voltaram viagens e horários que nem sempre permitem que eu estivesse presente para levá lo ou buscá-lo na escola.

Um dia esqueci de uma reunião na escola, sai tão tarde que sequer me lembrei. Ninguém me pediu, eu simplesmente não avisei.

As mulheres normalmente tem a síndrome do “polvo” acham que podem tudo, e é difícil dizer não, quando tantos colegas estão disponíveis.

Tive que fazer concessões,  muitas noites sem dormir, e alguns anos depois após muitas dúvidas e conflitos decidi  mudar de trabalho para conseguir uma “certa flexibilidade”.

Dessa forma , vou vivendo um dia de cada vez. Feliz por não ter aberto mão da minha profissão, mas também não julgo que o faz.

Entendo que somos melhores quando estamos felizes.

E quando meu filho me questiona, respondo: você não gosta de brincar ? Então, a mamãe ama trabalhar.

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Não costumo colocar fotos deles no Blog, mas fiz concessão em homenagem as Mães! Bjs

Não coloco ou atribuo a ele a responsabilidade ou o peso do meu trabalho.

E vamos fazendo ajustes, tenho a sorte da família estar próxima e ajudar muito. Pai muito presente e avó,isso não tem preço, e precisamos ser humildes para reconhecer, confesso que demorei um tempo para isso.

Não tem manual, vivo hoje, comemoro cada conquista cada alegria, e choro, me acabo na culpa (como toda mãe, não é certo, mas é fato)

E assim a vida segue, bem mais simples e descomplicada do que eu imaginava, pelo menos até agora.

E vocês, contem para nós como foi ou está sendo essa fase…

Leiam os demais depoimentos no link:

http://rhpaulomoreno.com.br/2016/05/como-conciliar-carreira-ou-trabalho-ou-o-dia-a-dia-e-a-maternidade/

Bjs

Flavia

 

 

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